Devemos tomar cuidado com a água que ingerimos diariamente, com as comidas que nos alimentam, ou nos envenenam, com o lugar onde colocamos nossa mão, cuidado para não levarmos essas mãos que estiveram em contato com alguma coisa aos olhos, à boca, ao nariz, ao sexo, devemos sempre lavar as mãos, mas não podemos esquecer que a água também pode estar contaminada! Além desta, o ar também pode nos contaminar, a terra pode nos contaminar, o fogo, a fumaça tóxica dele, também nos contamina rapidamente. Devemos sair de casa preparados para os perigos do mundo!
Isso porque nem falei das pessoas ainda! Essas são mais perigosas que os 4 elementos contaminados da natureza selvagem e hostil! As pessoas nos atravessam, nos olham, e não conseguimos evitar que façam isso, as pessoas sentem e isso me afeta, eu sinto e sei que também afeto ao outro, todos que me cercam de algum modo me afetam e eu os afeto também, me contaminam com suas loucuras, com suas neuroses leves ou algozes, com seus medos inocentes, infantis, ou com seus espíritos inconseqüentes! A música, o cinema, o teatro, as artes plásticas , tudo isso é muito perigoso para o homem, a literatura é um pouco menos, mas alguns autores devem ser evitados, ou só lidos com prescrição médica. Essas artes devem ser evitadas porque elas expõem o homem a si mesmo, o pior veneno que existe é o nosso, é aquele que não tem antídoto, aquele que nos põe nu em toda nossa potencialidade de contágio! A música associada ao cinema deve ser totalmente abolida do repertório das atividades humanas, nunca assistam filmes como “Assédio” do Bertollucci , ou “Melodia infiel” do Resnais, pois vocês perceberão que a contaminação pelo outro é musical, é invisível e enfeitiçadora! Essa arte sensual cria laços invisíveis entre as pessoas, é como aquela criança que durante um jantar amarra os cordões do sapato do visitante por baixo da mesa, é assim que a traiçoeira arte age conosco! Quando tentamos levantar, caímos!
Maravilha Lucas entrar em contato com suas palavras que afetam! Locão parace ter estado quando escreveu isso, as palavras no pegam com ímpeto e acordam o contagio que estava disfarçado em nós cheio de nós...e é bom as vezes esclarecer certas coisas, porque vai dissolvendo e o que estava oculto saí daquele espaço de ilusão de inexistente, inofensivo....quando nos sentimos afetados e somos testemunhas do que nos ofende ao mesmo tempo percebemos as ilusão que nós mesmo criamos ou aderimos e podem ser desfeitas a qualquer momento...
ResponderExcluirSobre essa ideia do contagio me remeteu ao quanto as pessoas se contagiam com as ideias ate pegarem a borda das massas. Lembrei dos galões de água tão vendidos hoje em dia, como se estivessem livres de contaminação, sendo que as vezes a gente nem se questiona de onde veio aquele elemental e como foi armazenado, mas pagamos por isso "só sei que é assim!". Saudade e breve resgate ao velho filtro de barro, ao contato mais direto....livre do medo de arriscar....pois, como diria o velho clichê, pra morrer basta estar vivo...Apenas o Agora É!