Estive pensando bastante sobre o tema do meu trabalho final da pós.
Ainda não tem um "nome", mas o tema é sobre o amor racional.
Muito provavelmente terá incontáveis sub intens... porque eu não sei que caminho seguir.
Quando nos "apaixonamos" por alguém... essa pessoa tem uma beleza que faz parte dos seus padrões, sejam eles como os que aparecem na tv ou não, então não há algo de tão livre na paixão. Entendo por paixão o sentimento que precede o amor, mas também não sei se é regra.
E então começamos a conversar, a conhecer melhor... e certamente se a pessoa não tem os mesmo gostos que você, o mesmo senso de humor, o mesmo nível intelectual, não raro o mesmo nível financeiro, as mesmas ambições, a mesma educação, os mesmo hobbies e "algo a mais" que torna essa pessoa especial então simplesmente não combinam e então não há como isso "virar" amor... Se for muito discrepante para mais ou para menos, está quase que fadado ao fracasso.
Mas no caso de se pensar que essa pessoa tem tudo isso que é "necessário" para "gerar" o amor, então você se apodera da pessoa... a manifestação mais clara seria o ciúmes. Alguns dizem que ciúmes está diretamente relacionado ao amor... e também comessam as cobranças, como se fosse um trabalho: desempenho, atenção, disponibilidade, enfim... me parece que a medida que você se dedica ao máximo, se dá ao direito de fazer o mesmo com o outro.
Minha conclusão, por hora, é de que tudo isso só corresponde ao narcisismo de cada um... ama-se quem é igual a você, mas com um "algo a mais" para se encantar. Acho que até aqui, nenhuma novidade, incluse aos psicanalistas...
A questão que me faz pensar é que todos os sentimentos costumam ser incontroláveis, algo que simplesmente aparece e não há como racionalmente mandar ir embora... não sei se é algo da atualidade, da nossa ideologia, ou se estou sendo muito romântica, mas nos poemas que leio, vê-se algo mais próximo desses sentimentos naturais e incontroláveis... algo que até deixa triste, às vezes... que aparece sem querer e é eterno, mesmo que não seja concreto.
Mas, será que há como dizer que esse amor racional não é legítimo?
Assumo que passei por boa parte do que citei ao encontrar a pessoa que amo: ele é igual a mim, mas tem muitas outras qualidades (que eu julgo qualidade), é bonito, inteligente, divertido... ele pensa o mesmo que eu e só nos deixamos nos amar porque passamos por esse processo de conhecimento mútuo. Do mesmo jeito os poemas fazem todo sentido do mundo para mim... atualmente há essa coisa irracional. É verdadeiro.
E agora penso qual é o meu problema de pesquisa, afinal!
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