Estou no quarto do computador (porque aqui em casa o computador tem um quarto só pra ele) e são 6h48 minutos, sinto o dia nascendo, o dia mais curto do ano no hemisfério sul, e o dia mais longo no hemisfério norte. Na Bolívia, e em Stonehenge, há pessoas reunidas para contemplar esses fenômenos, oferecer presentes a deuses, renovar as forças, ou simplesmente observar o sol que nasce e cresce no céu. Pela fresta da janela do meu quarto, ou melhor, do quarto do computador, observo o sol do dia mais curto do ano ganhar amplitude no cotidiano, ele estará comigo no meu estágio, no meu percurso de trem e no calor que vai me fazer tomar um banho quase gelado mais ou menos ao meio-dia, ele vai pesar na escolha das minhas roupas, vai interferir nos meus pensamentos, nas minhas leituras, vai entrar em equilíbrio com a brisa do fim da tarde, e neste momento vou querer parar e encontrar algum bom amigo, ou alguma mulher que me ofereça o calor da noite. Enfim, o sol nasceu hoje, e nascerá amanhã e nossa vida se desenrolara sob essa luz real, sempre, não há democracia que faça o sol deixar de brilhar, nem brilhar mais, nem menos. Sob esse ponto de vista astral a humanidade será para sempre uma monarquia.
Belo texto! Tenho gostado dos seus dizeres...
ResponderExcluirMonarquia Parlamentarista, com influência direta de forças gravitacionais autoritárias. :D
ResponderExcluirBeijo.