quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um "post"

Ao pensar em um espaço para colocar algumas opiniões, pensei primeiramente na relevância das coisas que poderíamos expressar. É estranho essa ideia de sempre fazer coisas “úteis”, porque é algo que somos questionados o tempo todo em tudo que fazemos e perdemos a oportunidade de simplesmente fazermos o que queremos fazer. Afinal “cultura inútil” é a que nos é imposta.
Então comecei a refletir sobre o que eu gostaria de escrever. Normalmente sinto que o que eu falo é óbvio e até repetitivo, que todos devem compartilhar da mesma ideia, então por quê perder meu tempo falando o que todo mundo, no fundo, já sabe? Isso sem contar as pessoas que olham tudo por olhos sarcásticos e não se beneficiariam nem se compartilhassem de fato da mesma opinião que eu.
Enfim...
Acabo de ganhar um processo por danos morais de uma multinacional e fiquei pensando como as pessoas não se apropriam de seus direitos. Claro que não foi nenhum processo multi milhionário, mas a ideia de que o sistema é falho já dominou tão fundo o imaginário das pessoas que só o fato de ser burocrático (e nem é tanto) já as desanimam. Não nos preocupamos em apenas fazer nossas reinvindicações da forma correta e usamos diversas questões como subterfúgio. O que me parece é que apenas pensamos em resolver do jeito “mais rápido”, propagando maiores danos a outras pessoas. Reclamam, gritam, agridem, isso é evidente, reproduzem por vingança. Quantas vezes escutei que processos por danos morais são muito difíceis de serem provados procedentes (inclusive de advogados), mas não é o que vejo. E não penso que sou excessão a regra, mas simplesmente não tenho muitos casos para comparar.
Escuto que as leis estão muito além do que é possível na realidade, que são verdadeiras utopias, ora, deve-se adequar as leis ao que é real ou tentar adequar o real ao que realmente imaginamos como o ideal de uma sociedade?
Reinvindicar um direito assegura, inclusive, que isso não ocorra com a mesma facilidade novamente. Talvez a justiça ainda não seja tão acessível, mas buscá-la sempre que necessário é imprecindível para que tenhamos uma sociedade menos cruel.
Posso parecer romântica e bastante otimista ao pensar dessa maneira... e sou!

4 comentários:

  1. Oi Karen...tenho como exemplo, meu pai, que teve um processo trabalhista que imagine só, debutou...kkk...tudo bem, depois de 15 anos, ele conseguiu vencer, depois de todos os redículos recursos tentados pela outra parte...e mais um detalhe sórdido, meu pai só recebeu alguma coisa, graças a minha mãe que na época, foi fazer um levantamento dos bens que o fulano tinha em seu nome...porque ele e seus sócios foram tão cretinos, que passaram tudo para os nomes de filhos e afins...só se esqueceram de 1 imóvel, que foi a salvação...mas, enfim, sou leitora de vocês e achei o máximo mais de uma pessoa compartilhar um blog. Cada um com seu modo de se expressar...bjosss!!!!

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  2. Muito bom Karen.
    Ta aí, falou algo nada óbvio, em primeira pessoa e ainda por cima nem foi repetitiva.

    Por curiosidade, por que você não divulga o nome da multinacional?

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  3. Karen, estou com você tanto na questão da justiça , quanto no que diz respeito ao nosso direito de escrever coisas inúteis, fazer coisas inúteis, desejar coisas inúteis, e que fique claro para quem ler o post que não falo de coisas supérfluas e com sua obsolescência planejada, trocando em miúdos, coisas que não são potencialmente geradoras de lucro ou algum desejável status social. Enfim, gostei do texto, e também não achei nada óbvio e repetitivo!

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  4. Fabi, realmente... 15 anos parece até que é burocrático o suficiente para que desistam... que bom que não desistiram!

    Paulo, primeira pessoa naquelas, né? haha primeira pessoa do plural!!!
    A multinacional foi o Mc Donald's... uma questão de honra! Mas não foi por intoxicação alimentar! ahaha

    Lucas, que bom que até mesmo o "inútil" é relativo! Tentarei ser bem inútil!! haha

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